quarta-feira, 14 de março de 2012


As Jornadas Literárias
Trouxeram animação
Levar a cultura ao povo
É uma grande missão

No pavilhão multiusos
Crianças deram as mãos
Celebraram a memória
Da nossa navegação

Na nossa biblioteca
Um homem fez confidências
Alegrias e tristezas
E algumas reticencias

No dia 15 de Março
Na Igreja de São José
Mais um homem de palavras
A cultura, é muito nobre
Digam lá. É ou não é?

A vinda do nosso Rei
Nós vamos representar
Das terras de Montelongo
Todos o virão saudar

Depois do Rei se deitar
Todos irão festejar
Pelas ruas, pelas praças
Bailar até se cansar

Filomena Magalhães





terça-feira, 13 de março de 2012



Como é bom viver em Fafe
Terra alegre e soalheira
P`ra lá dos campos de milho
Fica a serra da Lameira

No verde Minho plantado
Junto da vegetação
Muita água e arvoredo
Para gozar o verão

A nossa vitela assada
Não há no mundo outra igual
O prato mais saboroso
Do norte de Portugal

O vinho verde espumoso
Bom vinho fresco de mesa
Pode-se beber com regra
Nunca faz mal à cabeça

Jardim do Calvário amigo
Suspenso da Babilónia
Os ramos das tuas árvores
Cheiram a água-de-colónia

Os brasileiros de Fafe
Construíram palacetes
Junto da restante urbe
Verdadeiros ramalhetes

Misericórdia de Fafe
Tu tens tanta utilidade
Amparaste muitos pobres
Através da Irmandade

Teatro Cine de Fafe
Do trovador e cantor
Alegras quem te visita
Atenuas sua dor

Igreja de São José
Torreão a bater horas
Não nos deixas esquecer
Senhor, é aí que moras

Filomena Magalhães


domingo, 11 de março de 2012

DESCOBRIMENTOS

À volta das Caravelas
Um Império se formou
A todos os continentes
Luso forte lá chegou

Jesus Cristo Redentor
Tinham como baluarte
À frente junto ao leme  
Seguia no estandarte

Bem fundo no oceano 
 Baleias se ouviu chorar
Turbilhões e tempestades  
Tiveram que suportar 

Escoltados por golfinhos
Peixe amigo e querido
Marinheiros e piratas
Todos lhe deram sorrisos

Equador revoltoso
Tiveram que atravessar
Para os livrar do medo
Ninfas das águas sereias
P`ra eles vinham cantar. 

Filomena Magalhães

quarta-feira, 7 de março de 2012

Eva
Assim nasceu a mulher
Rainha da Criação
Tirada de bom lugar
Bem perto do coração

A sombra do arvoredo
Alegria sem igual
Formaram uma só carne
No abraço genital

Injustamente culpada
Só por querer partilhar
Depois da maçã ferrada
Já não houve volta a dar

Tudo que era normal
Foi forçado a regredir
Por desobedecerem
Tiveram que se vestir

Tiveram que trabalhar
Para os filhos sustentar
Com suor triste no rosto
Fartaram-se de chorar

A serpente toda arteira
Lá foi a esfregar as mãos
Pregar partidas a outras
Não faltou ocasião

Por todos os continentes
Foi-se multiplicando
Gorda magra pobre ou rica
Tem anjos no céu esperando

Filomena Magalhães

segunda-feira, 5 de março de 2012

 A Antime que conheço ainda que vagamente e faz parte das minhas memorias remonta ao tempo do proletariado ao período antes e pós Abril. Ao tempo em que se acreditava que o voto era a arma do povo e os catolíticos progressistas afirmavam que Jesus Cristo nunca poderia ser contra o povo e gostavam de o imaginar de cravo vermelho na mão.

A freguesia de Antime é conhecida como um dos principais centros Marianos do concelho de Fafe, e de alguma forma em qualquer altura da sua vida todos os fafenses participam nessa grande manifestação de amor e devoção à Virgem Maria que se realiza no mês de Julho a partir de Antime e onde milhares de pessoas de Fafe e outras paragens participam.
Se sábado não tivesse lá estado nunca teria conhecido a Antime progressista que não parou no tempo. Muito além do esperado e repleto de emoções o espectáculo inserido no programa das III Jornadas Literárias teve como tema principal a vida e obra do Major Miguel Ferreira, poeta e personalidade marcante na vida da freguesia.
Os ingredientes da noite festiva foram o que de melhor fomos adquirindo como povo ao longo da nossa existência como nação. Mais uma vez tomamos consciência que a nossa cultura é única e a devemos preservar e deixar como legado às gerações futuras. Penso que foi esse o espírito que esteve na raiz do pensamento dos criadores das III Jornadas Literárias de Fafe que se realizam de 9-24 de Março e têm como lema AS PALAVRAS E O TEMPO.
 Existe o que não se vê apenas se sente. Toda a união empenho e organização à volta do evento, me fez lembrar mais uma vez do sonho que foi para todos nós Abril.
 As operárias (os) de Antime estão de parabéns.
As Palavras e o Tempo

sábado, 3 de março de 2012

  Morava algures num pequeno condado um rapaz que tinha acabado de sair da idade dos porquês e insistia em querer aprender a arte dos sons. Perante tamanha insistência, sua mãe teve que alargar o pensamento. Eis que de súbito, reparou na povoação que ficava do outro lado e que avistava sempre que partia ou chegava. O nome da terra, é que é estranho! pensou.  E os habitantes, como serão? Haverá algum capaz de ensinar a arte? Meteu-se ao caminho, e lá foi saber. Teve que atravessar o rio e em cima da ponte, parou a olhar. Por alguns instantes lembrou-se do medo que sentia em criança, quando pisava as pedras e sentia a água veloz a passar por baixo dos pés. Encosta acima, logo esqueceu do rio e de todas as suas lembranças. Subiu, subiu, depressa chegou à Igreja. As belezas que dali se avistavam, eram magnificas e os habitantes muito hospitaleiros. Os ciprestes que costumava ver ao longe, com uma revogada de vento  inclinaram-se a dar-lhe as boas vindas. Mais à frente, o adro espaçoso e arejado chamou-lhe atenção. Reparou que ainda não tinha sido invadido por agiotas que tudo transformam em betão. Abriu a porta para visitar o Senhor, olhou e susteve a respiração. Que Igreja linda! Já no exterior, aproximou-se de dois anciãos que cavaqueavam sentados num banco do jardim com toda a animação. Perguntou-lhes se por aquelas bandas haveria alguém que ensinasse a arte dos sons. Disseram que sim, e  entusiasmados indicaram-lhe a pessoa capaz de transmitir todo esse saber ao pequeno rapaz. De seguida, falaram de muitas coisas:  sobre o outono, sobre o verão, os que ficam e os que vão. Teceram os maiores elogios à sua aldeia como sendo uma terra de cultura, desde que dois irmãos padres tinham formado à já muitas dezenas de anos uma banda filarmónica.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Árvores de muitos frutos
frutos de muitos sabores
refrescam a boca ao velhinho
cansado de tanta dor.

Lá no alto da figueira
fruto doce sem igual
comia quantos queria
nunca nenhum me fez mal

Macieiras e pereiras
a todas vós eu trepei
deitada em vossos ramos
anjos do céu avistei

Cerejeira cerejinha
à entrada do quintal
dás brincos às raparigas
matas a fome ao pardal

Cresceste com muitos braços
para amigos acolher
formigas e passarinhos
dás abrigo ao seu viver

Tu  és toda a  minha vida
árvore do bem e do mal
protege-me com teus ramos
não me deixes passar mal

F.M.
 Água e  Árvore
No mês de Março assinalam-se datas muito importantes. Comemoramos o Dia Mundial da Árvore, da Água e da Poesia. Com o objectivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida na Terra, em 1971 foi estabelecida a Festa da Árvore que rapidamente se expandiu a quase todos os países do mundo e, em Portugal, comemorou-se pala primeira vez em 9 de Março de 1913. É importante saber cuidar do ambiente e aproveitar tudo o que de bom nos dá, para uma melhor qualidade de vida. A água é um bem precioso e essencial a todas as formas de vida. Raras vezes nos apercebemos do quanto somos felizes por ter esse recurso natural tão importante ao nosso dispor e que afecta a nossa vida de forma tão positiva. É dever de todos nós ter pela água e pelas árvores grande respeito. Que seria de todos nós sem os rios e as árvores? Sem qualidade ambiental não existe qualidade de vida. Em Fornelos, em tempos de outrora, existiam mais áreas arborizadas. Para quando vamos ter Rielho requalificada? Resta-nos aquele espaço verde, mal aproveitado, e pouco mais.