domingo, 29 de julho de 2012

Monte Longo

Devo dizer, que conheço bastante mal o Sr. Monte Longo. As poucas vezes que o vi, quase sempre estava de costas ou perfil. Poucos o conhecem, devido a ser um individuo versátil e inconstante com forte personalidade. Quem o conhece de perto e tem por ele afeição costuma dizer que os seus hábitos mudam conforme a disposição. Alguma coragem, ousadia e bondade, fazem dele um ser único e muito amado. Convívios, tertúlias, longas ausências fazem parte da sua forma de estar. Gosta do campo onde cresceu e se sente muito à vontade, mas, considera-se fafense de corpo e alma e um homem da cidade. Uma das vezes que o avistei o Sr. Monte Longo descia a arcada ligeiro cumprimentando os transeuntes,  num gesto muito apressado. Outra vez um feirante indicou-me a sua presença na feira junto ao mercado. Nesse dia, junto do vendedor de loteria estava um pouco descuidado os suspensórios puxavam as calças para cima, o boné já desbotado dava-lhe um puro charme de homem desajeitado.
“Aquele ali, é o Sr. Monte Longo, um romântico inveterado, poeta, trovador, conquistador” Dizia o vendedor.
” As injustiças deixam-no triste e desolado. Fica com ar indefeso de menino agitado. Conhece festas e guerras por onde tem viajado. É grande amante das artes, com muitos conhecimentos poucos  conseguem iguala-lo. As feiras e romarias da nossa terra não lhe são indiferentes. Ele ama-os de mais, fica de lado a escuta-los, a ouvir as modas todas com os olhos embaçados. Mesmo sendo generoso e cordial com todos, há quem diga que por vezes se torna um não sei quê de insolente com a alma revoltada e a crítica afiada. Passa de amoroso a prepotente com tamanha rapidez que surpreende os seus convivas mesmo os mais inteligentes.”
 Da última vez que avistei, o Sr. Monte Longo notei-lhe uma certa dualidade. O cabelo ao vento dava-lhe um ar de candura de cupido emancipado. Visto assim daquele lugar, mostrava algum cansaço de tanto sonhar e lutar. Trazia nos olhos as marcas de ter atravessado desertos secos e escarpados, na esperança de alcançar a luz verde dos oásis.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Misericórdia de Fafe 150 anos ao Serviço dos Fafenses


7 de Maio, dia chuvoso. A primavera tarda em chegar. Apesar do dia cinzento, o coração iluminou-se  com as mais lindas paletas do arco-íris, ao ouvir a lindíssima poetisa brasileira Cármen Cardin num agradável sarau de poesia na sala polivalente do Lar Cónego Leite de Araújo na cidade de Fafe.






terça-feira, 1 de maio de 2012

Dia do Trabalhador

O trabalho é sagrado.
Quando o trabalhador
 Desempenha com amor
Ele traz-lhe liberdade

Quer se trate de limpezas, cozinhados ou contabilidade, o nosso trabalho deve ter como finalidade  o nosso benefício e o dos outros.
Grande parte daquilo que fazemos todos os dias faz parte do serviço e do auxilio que prestamos aos outros, quer se trate de clientes ou familiares. No entanto cabe a nós decidir o grau de amor que colocamos ao serviço do trabalho que desempenhamos no quotidiano.

"Não procurem acções espectaculares.
O importante é darem-se a vós próprios.
É o grau de amores que aplicam nas vossas acções"
Madre Teresa

Quando me esqueço de quem sou, sirvo-te.
Ao servir-te, lembro-me de quem sou
e sei que sou tu.


"Façam tudo pela gloria de Deus"
S. Paulo

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cantar Abril

Carlos Cunha além de bom cantor é também um excelente comunicador. Trouxe até nós na noite de 24 de Abril, os poetas e cantores de ontem de hoje e de sempre que melhor souberam interpretar e dar voz ao espírito de Abril. Zeca Afonso Adriano Correia de Oliveira e muitos outros. O Teatro- Cinema, com as cadeiras todas ocupadas, comemorou desta forma os valores que deram vida à revolução dos cravos a “Cantar Abril”
 Carlos Cunha revelou ser um homem sensível às verdadeiras causas da liberdade
“A nossa liberdade termina onde começa a dos outros”
 Falou do verdadeiro sentido da palavra liberdade lembrando algumas personalidades que deram com o seu exmplo de vida lições de como viver a liberdade em toda a sua plenitude
João Paulo II deixou ao mundo o seu exemplo de” liberdade” e tal como Francisco de Assis procurou construir uma ponte de paz e amizade com todas as religiões, transformando aquele 27 de Outubro de 1986 num dia memorável no calendário religioso da humanidade.
Madre Teresa que se” libertou” da segurança do convento para ir servir os pobres nos bairros miseráveis de Calcutá também foi lembrada.
“Liberdade” é ter respeito pelo outro
Pela sua dignidade