sexta-feira, 5 de abril de 2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Quando passavas por mim

Foto:M.F.M.
 No banco do jardim,
onde cheirava a jasmim,
quem te viu, foi minha alma,
quando passavas por mim.

 Leve que nem querubim
sem levar euro
ou xelim
envolto na neblina
seguias feliz
Assim

F.M.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Tarde ao luar


Numa tarde de luar,
o lago chamou por mim
que me queria mostrar,
o futuro cor da esperança 
que chegava devagar.
 

Foto Filomena Magalhães

sábado, 30 de março de 2013

Feliz Páscoa

 
 No coração da cidade
Ou no campo em seu esplendor
A vida venceu a morte
Em Jesus Cristo Senhor
Aleluia!

Feliz Páscoa
Fotos: Filomena Magalhães

sexta-feira, 29 de março de 2013

Sexta-feira da Paixão do Senhor


Sexta-feira da Paixão, para ficar mais em silêncio, parar, meditar, ouvir mais o coração. Enquanto tomava o chá, lembrei-me das Alminhas da minha freguesia. A última vez que lá estive, observei que a imagem de Jesus Cristo estava muito danificada. Lembrei-me também do meu pai, que há mais de 40 anos trouxe o disco de vinil com a banda sonora do filme “era uma vez no oeste “ para se ouvir no pequeno gira-discos lá de casa. Agora acho a música linda, mas lembro-me de na altura ter pensado “ esta música só se for pra ouvir na Sexta-feira da Paixão”. O meu pai que era católico fervoroso, nos tempos em que foi emigrante, ao domingo participava em mais que uma celebração eucarística, porque cantava muito bem e gostava de participar. A par desse gosto pessoal, gostava também de cinema, em especial dos filmes de Sérgio Leone. Lembrei-me também que no filme “foi uma vez no oeste” a determinada altura, no decorrer de uma cena, durante um diálogo se faz uma pequena referencia à traição que Judas fez a Jesus Cristo. Um dos personagens diz: “filhos da mãe sempre os ouve” .
As contas que todos os meses temos para pagar, das energias que temos ao nosso dispor e não podemos dispensar, não param de aumentar. Vai daí, que reparei no pequeno fogão que tenho na cozinha e do qual não tenho tirado o melhor proveito. Além do aquecimento, na pequena estufa que se situa na parte superior do fogão, descobri que posso cozinhar diversos alimentos. Cozidos, assados ou grelhados. A semana passada dediquei-me a pesquisar os pratos que lá posso confeccionar. As quiches que são de ir ao forno, e feitas à base de legumes, bolos, maças assadas, etc. No sábado fiz um bolo de laranja, raspei a casca e depois comi o resto da laranja. Sei que não posso comer laranjas, mas não resisti. Fiquei doente toda semana. Que Deus me perdoe a fraqueza, mas tenho pouca paciência para suportar a dor, reconheço que sou de facto gemelhicas. Quando fico doente e tenho dores fortes, dentro dos muros da minha casa, que é onde realmente me sinto e estou à vontade dou largas ao meu sofrimento, caindo por vezes no exagero. As enxaquecas provocadas por intoxicações alimentares são de facto dolorosas.


Jesus disse: «O que fizerdes ao mais pequeno dos vossos irmãos, é a Mim queo fazeis.  (Mc 9,37; Mt 10,42).
 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Inesperada visita

 
Foi este pequeno pássaro
a quem eu fui encontrar,
desceu pela chaminé
para me vir visitar.

 Dei-lhe umas migalhitas
para o contentar
só queria ir embora
em liberdade voar.

 Quem não gostou
foi a Amy
furiosa a ladrar
por ver a pequena ave
voar fora de lugar.

 A humidade a rodar
Causa um certo mal estar
 mas este bom mensageiro
trouxe algum animo ao lar.

F.M.

terça-feira, 26 de março de 2013

Passagem

Caros amigos
a história que vou contar,
passou-se na Semana Santa,
o ano não sei precisar.

Quando chegou a hora,
de moribundo passar,
ao campo que o viu soar,
Manuel, levantou a cabeça.
Adeus lameiro
que não vou voltar.

No hospital,
onde Manuel se foi tratar,
os bois,
que puxaram a carroça,
Pachorrentos,
ficaram a esperar.
Via-se que estavam tristes
Só lhes faltava chorar.

Estava a fazer-se tarde,
o amo a demorar,
pensavam,
vendo o tempo passar.
Queriam leva-lo a casa
ao aconchego do lar.

Já cansados de esperar,
eis, que sentiram
que um ser divino
se estava aproximar.

Com falas mansas,
que só um anjo sabe dar,
O Anjo da morte,
foi quem os veio avisar.

Tende paciência amigos
Para o céu o vou levar.
Continuai a bem servir
A transportar os doentes
Porque alguém que tudo vê
Vos irá recompensar.

F.M.