sábado, 16 de março de 2013

Dádivas do Criador

Esta semana, ficamos a saber, que o novo Sumo Pontífice de Roma, sucessor de S. Pedro, escolheu o nome Francisco para o seu Apostolado. Essa escolha, para muitos motivo de alegria, fez com  trouxesse para o presente, os valores que esse dois grandes Santos defenderam para a humanidade nas pequenas grandes coisas do seu dia a dia. S. Francisco Xavier, grande missionário e Apostolo da Igreja de Jesus Cristo. São Francisco de Assis, o grande Santo do Amor Universal, e da forma com que amou todo o sistema ecológico de forme incondicional. 

São Francisco,
irmão nosso muito amado,
cidadão modelo do século XX,
 por muitos considerado.

Umas coisas  levam-nos a outras:

 E faz que, 
tenhamos mais atenção,
às pequenas dádivas 
da Criação 
por todo lado
na natureza,
à nossa disposição. 

 Estes dias reparei por reparar, na grande quantidade de ervas S. Roberto, que nasceram este inverno na pequena horta situada nas traseiras da minha casa. Depois espreitei para lá do muro e vi que também se encontravam em grande quantidade.
Atribui esse evento, ao facto do solo se encontrar com mais humidade, devido às chuvas terem caído  este ano com mais intensidade. Agradeci às pequenas ervas por me virem visitar, pois nunca as tinha visto por aqui e fiz uma pequena pesquisa ficando a saber os enormes benefícios que essas amigas nos podem proporcionar.

Dei-me até ao trabalho de pisar algumas folhas para colocar nas alergias que tenho no antebraço devido à borracha das luvas, que utilizo para fazer os trabalhos domesticos. Por falta de perseverança, ou por não ver resultados imediatos a caixa onde guardei as folhas pisadas já se encontra no lixo.

Quem se presa por saber um pouco das nossas tradições culturais,  sabe concerteza que na nossa região existem excelentes variedades de ervas para fazer chá que fazem parte de remédios caseiros, e dos usos e costumes do nosso povo.  As minhas preferidas para fazer o chá são as de erva-cidreira, mas temos, a tília, a flor de laranjeira, o pé de cereja e muitos mais. Até duma simples casca de limão se obtém um chá delicioso. Utilizo muito a hortelã na culinária, mas também se pode utilizar para fazer chá.
 Grande apreciadora e consumidora de chá que sou, conheço vários sabores.
Ainda não chegou  o tempo de colher as folhas para secar. A melhor altura é quando vierem as tardes quentes, depois de terem dado flor. A secagem das folhas e caules deve ser em sitio arejado, à sombra. Nesta altura,  pode-se colher e tomar verde que também é bom. Existem ervas muito parecidas. As de S. Roberto distinguem-se pelo caule vermelho.

Mais uma vez mudando de assunto dou a dica para um excelente filme para quem ainda não viu e que também está relacionado com o assunto de que acabo de falar.
Para quem  ainda não viu, aconselho a que veja ”O lado selvagem” um excelente filme que nos relata uma historia baseada num caso  verídico, sobre a vida de um jovem aventureiro, amante da natureza. O que lhe causou a morte, não foi a maçã envenenada, foram uns frutos silvestres que não prestavam pra nada.
A começar de cima

Ervas S. Roberto-chá
 Erva cidreira-chá
Hortelã-chá ou colinaria
Mentrastes -chá
Loureiro-colinaria
Salsa-colinaria

Existe por todo o lado,
e por cá também as há.
Ervas boas, ervas más,
amoras,frutos silvestres,
bons e maus, sempre haverá.

Caros irmãos em Cristo Redentor
Aproxima-mo-nos da Páscoa do Senhor.
Neste tempo quaresmal
Elevemos a Cristo as nossas preces,
Para nos livrar do mal.
Fotos: Filomena Magalhães 

domingo, 10 de março de 2013

Mulher


Mulher!
Devias saber,
que para viver,
precisas apenas,
sentir o coração bater,
e o ar no peito,
a subir e descer.
 

E, não tendo prazer
em tudo que fazes
pra sobreviver,
vale bem o preço

Um dia vais entender.

 Que mesmo sabendo
que depressa
tudo volta ao seu lugar.
Como a papoila
Frágil  
Sentindo o vento soprar
É sempre bom poder festejar


Com
A mulher paixão
A que amassa o pão
A que deixou o filho a chorar
A que o carrega no ventre
Sem saber que nome lhe dar.

Tambem com elas gosta de rir
a que vive na solidão
e sente mais o frio depois do verão  
Quando em bando
Felizes em liberdade vão.
Foto e texto: Filomena Magalhães.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ver o Mar



   A aventura de ver o mar, terá que ficar para amanhã, hoje, não vos posso lá levar.
Foram essas as palavras, que, da boca da mãe já cansada de os aturar, tinham acabado de escutar. Não admira, com tanto passageiro a sair e entrar, tiveram forçosamente que se atrasar. Pelas circunstancias que nos últimos tempos tinham vindo a provocar estas e outras contrariedades, a sua alma de criança, que tudo queria alcançar, sentiu-se desanimar. Sentou-se junto da porta, à luz amarela do candeeiro, que mortiça estava a ficar, à medida que a neblina nos últimos minutos se tinha vindo a instalar e  ficou a ouvir a sirene a tocar, que chamava, ou servia de guia, aos pescadores que trabalhavam no alto mar. Passaram alguns minutos, até que, entrou novamente para espreitar a mãe, que, atarefada acabava de arrumar a casa que tivera de alugar, colocando as roupas dos filhos cada um no seu lugar, preparando-se naquele preciso momento para cozinhar. Saiu novamente, não se querendo arriscar, ao mesmo tempo que prometia aos seus botões que não ia demorar, só queria dar uma volta, atravessar a rua, dar um giro,  para espreitar. Tal era a vontade, que passaram poucos segundos, e já no meio dos transeuntes que no passeio junto ao mar alegres andavam a passear, se encontrava a vaguear.  Tirou as sandálias, para sentir, debaixo dos pés o areal da extensa praia junto do mar, mar, que homens valentes da nossa história partiram a desbravar, para glória de seu nome e também de Portugal. As barracas lá estavam, com os toldes guardados, para pernoitar, de esqueletos no ar, alinhadas, esperando pelo novo dia, que não tardaria em chegar.
Deu mais uns passos, sentindo as ondas mais ao fundo a enrolar, mas, por causa do escuro, não podia nem se devia aproximar. Nas narinas sentia a penetrar, a maresia a cheirar a sal, que o vento lhe deixava ao passar. A sirene, insistentemente não parava de tocar, como que a dizer-lhe que ali estava a fronteira, onde acaba a terra e a seguir começa o mar.
Ao regressar já perto da casa onde se estava a hospedar, à luz pálida do candeeiro, desfolhava uma margarida que acabara de encontrar, triste encostada a um muro que a estava a amparar. Bem-me-quer, malmequer, continuava a desfolhar, lembrando-se das criaturas de quem já ouviu falar, que existem e vivem no mar. Há quem diga, que as sereias  gostam muito de cantar. Dizem também, o que fazem, àqueles que o seu canto teimam em escutar. Gira que gira e volta a girar. Bem feito, colocassem os no tecto onde é o seu lugar. Àquela hora, sozinha naquele lugar,  chegou a pensar, que embora estivesse a gostar muito de lá estar, ali perto do mar,  na sua terra junto dos seus, é que era o seu lugar. Sentia-se mestre do seu destino, não existia pirata algum que a fizesse embarcar. Cruzar o mar que Deus Nosso Pai criou em terceiro lugar, só se fosse para passear.
Antes de entrar, que a mãe já tinha vindo chamar, aproximou-se do muro a ler um cartaz que acabara de encontrar.
“Não se deixem enganar, Jesus Cristo, veio para dar vida, não veio para matar”.
Ao outro dia, diante do infinito liquido, os olhos de rio nem sabiam o que pensar. Abriu os braços deixando o vento passar, sentindo um grito de liberdade, no fundo da alma gritar.E foi dessa forma que na idade escolar, a pastora, que só conhecia peixinho de rio, foi conhecer outros peixes maiores que nascem e vivem no mar.

Foto e texto: Filomena Magalhães

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ao Criador


Senhor, 
Que estais acima do bem e do mal,
mostrai-nos nas coisas do dia-a-dia,
vosso amor intemporal.
 Hoje é Domingo
Os carros correram devagar
É bom
Ao fim da tarde
Poder descansar
No silencio Vos poder adorar
Agora e para sempre
Em qualquer lugar.

foto e texto: Filomena Magalhães

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dia de São Valentim

Em dia de São Valentim/ Tudo pensa em namorar/ Todos devem ter alguém/ Que os mereça abraçar. O meu velho namorado/ Não me deixou ficar mal/ Deu-me um forte abraço/ À entrada do quintal. São Valentim é teu dia/ Pensei logo em namorar/ Cheguei-me pra junto dele/ Só para me amparar. Antes de eu dormir/ Para me alegrar/ Mandou-me uma mensagem/ Que me continua amar. São Valentim para nós/ És um Santo especial/ Amigo dos namorados/ Neste nosso Portugal. Protector apaixonado/ Dos companheiros e do amor/ Rogue por nós São Valentim/ A Deus Pai Nosso Senhor. Não deixes que em teu dia/ Nos voltem a chatear/ Desenterrar coisas velhas/ Pra não nos deixar passar. Gostava de escrever/ Coisas simples inocentem/ Serviram de arma ao ímpio/ Arremedo ao prepotente.
Fotos e texto: Filomena Magalhães

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Domingo IV do Tempo Comum

«Que vês, tu»?

«Que vês, Jeremias»?
«Vejo um ramo de amendoeira».
Viste bem, disse-me o Senhor,…

Palavras de Jeremias filho de Helquias, um dos sacerdotes que viviam em Anatot, terra de Benjamim.

 Amendoeira, árvore de fruto que floresce em pleno Inverno.





1ª Epístola aos Coríntios-Cap.XIII-O poema sobre o amor





Evangelho segundo S. Lucas 4,21-30.

Naquele tempo, Jesus começou a falar na sinagoga de Nazaré dizendo: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.»
Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam com as palavras repletas de graça que saíam da sua boca. Diziam: «Não é este o filho de José?»
Disse-lhes, então: «Certamente, ides citar-me o provérbio: 'Médico, cura-te a ti mesmo.' Tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaúm, fá-lo também aqui na tua terra.»
Acrescentou, depois: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria.
Posso assegurar-vos, também, que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra;
contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas sim a uma viúva que vivia em Sarepta de Sídon.
Havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi purificado senão o sírio Naaman.»
Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor.
E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de o precipitarem dali abaixo.
Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu-o seu caminho


sábado, 19 de janeiro de 2013

Oração

"Deus, nosso Divino Pai e Criador, por favor, ande pela minha casa e tire todas as minhas preocupações e doenças e por favor vigie e cure a minha família. Amém".

   


Fotos e texto: Filomena Magalhães