terça-feira, 20 de março de 2012

Primavera

Acabou mais um Inverno
Foi triste por não chover
Para termos santa água
Mandai vir chuva Senhor

E chegou a Primavera
Consigo traz muitos risos
Muitos cheiros, muitos sons
Para alegrar os sentidos

Borboletas linda espécie
Eu vos vejo da janela
Leves soltas muito brancas
Efémeras mas sempre belas

As flores que abrem a festa
São da árvore japonesa
Ficam bem em qualquer lado
Mesmo no centro da mesa

Passarinhos bons cantores
Sempre a compor sinfonias
Ai de nós sem ter vocês
Para alegrar nossos dias

Margaridas e papoilas
Vermelhas rosas e brancas
Mostrais bem vossa beleza
Junto das outras plantas

Os grilos com os seus guizos
Também não tardam a vir
Pra tanto cantar à noite
De dia tem de dormir

Giestas lindas giestas
De amarelo e branco
Vós chegais na Primavera
Nos montes sois um encanto

Formiguinha vai ligeira
Com o saquinho na asa
Gosto de vos ver na horta
Não vos quero ver em casa

Avergotas rosmaninho
Na Páscoa sois um amor
Enfeitais muitos caminhos
Dais alegria ao Senhor

Filomena Magalhães

quinta-feira, 15 de março de 2012

Misericordia de Fafe-150 Anos a Bem Servir

Havia um certo rapaz
Pela rua  vagueava
Com toda gente se ria
Com toda gente ralhava

Andava abandonado
Sem ter amiga ou tia
A sua querida mãe
Tanta falta lhe fazia

Sua vontade era tanta
De nova mãe arranjar
Uma boa Franciscana
O resolveu adoptar

Depois de mãe arranjar
Lá anda o bom rapaz
Bem fácil de acomodar
Só deseja fatos novos
Relógios para olhar

Vem fumar um cigarrito
Para vir espairecer
Junto à porta da entrada
Logo ao amanhecer

 A Santa Casa o livrou
Da exclusão e do medo
Que o diga o nosso amigo
E quem teve a sorte dele

Filomena Magalhães

Dia do consumidor
Dia de questionar
De tudo que se consome
Não convém exagerar

Consumimos muitos trapos
Alguns de estimação
Sempre nos fazem lembrar
O que vai no coração

Lenços pulseiras e brincos
Acessórios sempre finos
Que seriamos sem eles
No toque do feminino

Sapatos bolsas  e cintos
São a nossa perdição
Se não for de qualidade
É grande desilusão

Mulher é muita artista
Na arte de consumir
Com veliques e berloques
Ai como é bom existir

Os apelos são constantes
A comprar, comprar, comprar
P`ra consumir tudo isso
Muito temos que poupar

Filomena Magalhães







quarta-feira, 14 de março de 2012


 Palavras que não gostei
Enterrei no meu quintal
Cresceram silvas tamanhas
Invadiram meu caminho
Arrabunhei-me passei mal

Para quê tanto atropelo
Para quê tanta vaidade
Triste, ofendes a mulher
Mãe de toda a humanidade

Tira o cisco do teu olho
Deixa em paz não causes dano
Quando assim todos fizerem
Não haverá tanto engano

Sede cordiais com todos
P`ra quê tanta distinção
Vê teu rosto no espelho
És da mesma condição

Que bem que falam os livros
P´ra nossa consolação
Pena não tirar proveito
Muito fica no ambão

Filomena Magalhães

As Jornadas Literárias
Trouxeram animação
Levar a cultura ao povo
É uma grande missão

No pavilhão multiusos
Crianças deram as mãos
Celebraram a memória
Da nossa navegação

Na nossa biblioteca
Um homem fez confidências
Alegrias e tristezas
E algumas reticencias

No dia 15 de Março
Na Igreja de São José
Mais um homem de palavras
A cultura, é muito nobre
Digam lá. É ou não é?

A vinda do nosso Rei
Nós vamos representar
Das terras de Montelongo
Todos o virão saudar

Depois do Rei se deitar
Todos irão festejar
Pelas ruas, pelas praças
Bailar até se cansar

Filomena Magalhães





terça-feira, 13 de março de 2012



Como é bom viver em Fafe
Terra alegre e soalheira
P`ra lá dos campos de milho
Fica a serra da Lameira

No verde Minho plantado
Junto da vegetação
Muita água e arvoredo
Para gozar o verão

A nossa vitela assada
Não há no mundo outra igual
O prato mais saboroso
Do norte de Portugal

O vinho verde espumoso
Bom vinho fresco de mesa
Pode-se beber com regra
Nunca faz mal à cabeça

Jardim do Calvário amigo
Suspenso da Babilónia
Os ramos das tuas árvores
Cheiram a água-de-colónia

Os brasileiros de Fafe
Construíram palacetes
Junto da restante urbe
Verdadeiros ramalhetes

Misericórdia de Fafe
Tu tens tanta utilidade
Amparaste muitos pobres
Através da Irmandade

Teatro Cine de Fafe
Do trovador e cantor
Alegras quem te visita
Atenuas sua dor

Igreja de São José
Torreão a bater horas
Não nos deixas esquecer
Senhor, é aí que moras

Filomena Magalhães


domingo, 11 de março de 2012

DESCOBRIMENTOS

À volta das Caravelas
Um Império se formou
A todos os continentes
Luso forte lá chegou

Jesus Cristo Redentor
Tinham como baluarte
À frente junto ao leme  
Seguia no estandarte

Bem fundo no oceano 
 Baleias se ouviu chorar
Turbilhões e tempestades  
Tiveram que suportar 

Escoltados por golfinhos
Peixe amigo e querido
Marinheiros e piratas
Todos lhe deram sorrisos

Equador revoltoso
Tiveram que atravessar
Para os livrar do medo
Ninfas das águas sereias
P`ra eles vinham cantar. 

Filomena Magalhães