quinta-feira, 15 de março de 2012

Dia do consumidor
Dia de questionar
De tudo que se consome
Não convém exagerar

Consumimos muitos trapos
Alguns de estimação
Sempre nos fazem lembrar
O que vai no coração

Lenços pulseiras e brincos
Acessórios sempre finos
Que seriamos sem eles
No toque do feminino

Sapatos bolsas  e cintos
São a nossa perdição
Se não for de qualidade
É grande desilusão

Mulher é muita artista
Na arte de consumir
Com veliques e berloques
Ai como é bom existir

Os apelos são constantes
A comprar, comprar, comprar
P`ra consumir tudo isso
Muito temos que poupar

Filomena Magalhães







quarta-feira, 14 de março de 2012


 Palavras que não gostei
Enterrei no meu quintal
Cresceram silvas tamanhas
Invadiram meu caminho
Arrabunhei-me passei mal

Para quê tanto atropelo
Para quê tanta vaidade
Triste, ofendes a mulher
Mãe de toda a humanidade

Tira o cisco do teu olho
Deixa em paz não causes dano
Quando assim todos fizerem
Não haverá tanto engano

Sede cordiais com todos
P`ra quê tanta distinção
Vê teu rosto no espelho
És da mesma condição

Que bem que falam os livros
P´ra nossa consolação
Pena não tirar proveito
Muito fica no ambão

Filomena Magalhães

As Jornadas Literárias
Trouxeram animação
Levar a cultura ao povo
É uma grande missão

No pavilhão multiusos
Crianças deram as mãos
Celebraram a memória
Da nossa navegação

Na nossa biblioteca
Um homem fez confidências
Alegrias e tristezas
E algumas reticencias

No dia 15 de Março
Na Igreja de São José
Mais um homem de palavras
A cultura, é muito nobre
Digam lá. É ou não é?

A vinda do nosso Rei
Nós vamos representar
Das terras de Montelongo
Todos o virão saudar

Depois do Rei se deitar
Todos irão festejar
Pelas ruas, pelas praças
Bailar até se cansar

Filomena Magalhães





terça-feira, 13 de março de 2012



Como é bom viver em Fafe
Terra alegre e soalheira
P`ra lá dos campos de milho
Fica a serra da Lameira

No verde Minho plantado
Junto da vegetação
Muita água e arvoredo
Para gozar o verão

A nossa vitela assada
Não há no mundo outra igual
O prato mais saboroso
Do norte de Portugal

O vinho verde espumoso
Bom vinho fresco de mesa
Pode-se beber com regra
Nunca faz mal à cabeça

Jardim do Calvário amigo
Suspenso da Babilónia
Os ramos das tuas árvores
Cheiram a água-de-colónia

Os brasileiros de Fafe
Construíram palacetes
Junto da restante urbe
Verdadeiros ramalhetes

Misericórdia de Fafe
Tu tens tanta utilidade
Amparaste muitos pobres
Através da Irmandade

Teatro Cine de Fafe
Do trovador e cantor
Alegras quem te visita
Atenuas sua dor

Igreja de São José
Torreão a bater horas
Não nos deixas esquecer
Senhor, é aí que moras

Filomena Magalhães


domingo, 11 de março de 2012

DESCOBRIMENTOS

À volta das Caravelas
Um Império se formou
A todos os continentes
Luso forte lá chegou

Jesus Cristo Redentor
Tinham como baluarte
À frente junto ao leme  
Seguia no estandarte

Bem fundo no oceano 
 Baleias se ouviu chorar
Turbilhões e tempestades  
Tiveram que suportar 

Escoltados por golfinhos
Peixe amigo e querido
Marinheiros e piratas
Todos lhe deram sorrisos

Equador revoltoso
Tiveram que atravessar
Para os livrar do medo
Ninfas das águas sereias
P`ra eles vinham cantar. 

Filomena Magalhães

quarta-feira, 7 de março de 2012

Eva
Assim nasceu a mulher
Rainha da Criação
Tirada de bom lugar
Bem perto do coração

A sombra do arvoredo
Alegria sem igual
Formaram uma só carne
No abraço genital

Injustamente culpada
Só por querer partilhar
Depois da maçã ferrada
Já não houve volta a dar

Tudo que era normal
Foi forçado a regredir
Por desobedecerem
Tiveram que se vestir

Tiveram que trabalhar
Para os filhos sustentar
Com suor triste no rosto
Fartaram-se de chorar

A serpente toda arteira
Lá foi a esfregar as mãos
Pregar partidas a outras
Não faltou ocasião

Por todos os continentes
Foi-se multiplicando
Gorda magra pobre ou rica
Tem anjos no céu esperando

Filomena Magalhães

segunda-feira, 5 de março de 2012

 A Antime que conheço ainda que vagamente e faz parte das minhas memorias remonta ao tempo do proletariado ao período antes e pós Abril. Ao tempo em que se acreditava que o voto era a arma do povo e os catolíticos progressistas afirmavam que Jesus Cristo nunca poderia ser contra o povo e gostavam de o imaginar de cravo vermelho na mão.

A freguesia de Antime é conhecida como um dos principais centros Marianos do concelho de Fafe, e de alguma forma em qualquer altura da sua vida todos os fafenses participam nessa grande manifestação de amor e devoção à Virgem Maria que se realiza no mês de Julho a partir de Antime e onde milhares de pessoas de Fafe e outras paragens participam.
Se sábado não tivesse lá estado nunca teria conhecido a Antime progressista que não parou no tempo. Muito além do esperado e repleto de emoções o espectáculo inserido no programa das III Jornadas Literárias teve como tema principal a vida e obra do Major Miguel Ferreira, poeta e personalidade marcante na vida da freguesia.
Os ingredientes da noite festiva foram o que de melhor fomos adquirindo como povo ao longo da nossa existência como nação. Mais uma vez tomamos consciência que a nossa cultura é única e a devemos preservar e deixar como legado às gerações futuras. Penso que foi esse o espírito que esteve na raiz do pensamento dos criadores das III Jornadas Literárias de Fafe que se realizam de 9-24 de Março e têm como lema AS PALAVRAS E O TEMPO.
 Existe o que não se vê apenas se sente. Toda a união empenho e organização à volta do evento, me fez lembrar mais uma vez do sonho que foi para todos nós Abril.
 As operárias (os) de Antime estão de parabéns.
As Palavras e o Tempo