quarta-feira, 7 de março de 2012

Eva
Assim nasceu a mulher
Rainha da Criação
Tirada de bom lugar
Bem perto do coração

A sombra do arvoredo
Alegria sem igual
Formaram uma só carne
No abraço genital

Injustamente culpada
Só por querer partilhar
Depois da maçã ferrada
Já não houve volta a dar

Tudo que era normal
Foi forçado a regredir
Por desobedecerem
Tiveram que se vestir

Tiveram que trabalhar
Para os filhos sustentar
Com suor triste no rosto
Fartaram-se de chorar

A serpente toda arteira
Lá foi a esfregar as mãos
Pregar partidas a outras
Não faltou ocasião

Por todos os continentes
Foi-se multiplicando
Gorda magra pobre ou rica
Tem anjos no céu esperando

Filomena Magalhães

segunda-feira, 5 de março de 2012

 A Antime que conheço ainda que vagamente e faz parte das minhas memorias remonta ao tempo do proletariado ao período antes e pós Abril. Ao tempo em que se acreditava que o voto era a arma do povo e os catolíticos progressistas afirmavam que Jesus Cristo nunca poderia ser contra o povo e gostavam de o imaginar de cravo vermelho na mão.

A freguesia de Antime é conhecida como um dos principais centros Marianos do concelho de Fafe, e de alguma forma em qualquer altura da sua vida todos os fafenses participam nessa grande manifestação de amor e devoção à Virgem Maria que se realiza no mês de Julho a partir de Antime e onde milhares de pessoas de Fafe e outras paragens participam.
Se sábado não tivesse lá estado nunca teria conhecido a Antime progressista que não parou no tempo. Muito além do esperado e repleto de emoções o espectáculo inserido no programa das III Jornadas Literárias teve como tema principal a vida e obra do Major Miguel Ferreira, poeta e personalidade marcante na vida da freguesia.
Os ingredientes da noite festiva foram o que de melhor fomos adquirindo como povo ao longo da nossa existência como nação. Mais uma vez tomamos consciência que a nossa cultura é única e a devemos preservar e deixar como legado às gerações futuras. Penso que foi esse o espírito que esteve na raiz do pensamento dos criadores das III Jornadas Literárias de Fafe que se realizam de 9-24 de Março e têm como lema AS PALAVRAS E O TEMPO.
 Existe o que não se vê apenas se sente. Toda a união empenho e organização à volta do evento, me fez lembrar mais uma vez do sonho que foi para todos nós Abril.
 As operárias (os) de Antime estão de parabéns.
As Palavras e o Tempo

sábado, 3 de março de 2012

  Morava algures num pequeno condado um rapaz que tinha acabado de sair da idade dos porquês e insistia em querer aprender a arte dos sons. Perante tamanha insistência, sua mãe teve que alargar o pensamento. Eis que de súbito, reparou na povoação que ficava do outro lado e que avistava sempre que partia ou chegava. O nome da terra, é que é estranho! pensou.  E os habitantes, como serão? Haverá algum capaz de ensinar a arte? Meteu-se ao caminho, e lá foi saber. Teve que atravessar o rio e em cima da ponte, parou a olhar. Por alguns instantes lembrou-se do medo que sentia em criança, quando pisava as pedras e sentia a água veloz a passar por baixo dos pés. Encosta acima, logo esqueceu do rio e de todas as suas lembranças. Subiu, subiu, depressa chegou à Igreja. As belezas que dali se avistavam, eram magnificas e os habitantes muito hospitaleiros. Os ciprestes que costumava ver ao longe, com uma revogada de vento  inclinaram-se a dar-lhe as boas vindas. Mais à frente, o adro espaçoso e arejado chamou-lhe atenção. Reparou que ainda não tinha sido invadido por agiotas que tudo transformam em betão. Abriu a porta para visitar o Senhor, olhou e susteve a respiração. Que Igreja linda! Já no exterior, aproximou-se de dois anciãos que cavaqueavam sentados num banco do jardim com toda a animação. Perguntou-lhes se por aquelas bandas haveria alguém que ensinasse a arte dos sons. Disseram que sim, e  entusiasmados indicaram-lhe a pessoa capaz de transmitir todo esse saber ao pequeno rapaz. De seguida, falaram de muitas coisas:  sobre o outono, sobre o verão, os que ficam e os que vão. Teceram os maiores elogios à sua aldeia como sendo uma terra de cultura, desde que dois irmãos padres tinham formado à já muitas dezenas de anos uma banda filarmónica.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Árvores de muitos frutos
frutos de muitos sabores
refrescam a boca ao velhinho
cansado de tanta dor.

Lá no alto da figueira
fruto doce sem igual
comia quantos queria
nunca nenhum me fez mal

Macieiras e pereiras
a todas vós eu trepei
deitada em vossos ramos
anjos do céu avistei

Cerejeira cerejinha
à entrada do quintal
dás brincos às raparigas
matas a fome ao pardal

Cresceste com muitos braços
para amigos acolher
formigas e passarinhos
dás abrigo ao seu viver

Tu  és toda a  minha vida
árvore do bem e do mal
protege-me com teus ramos
não me deixes passar mal

F.M.
 Água e  Árvore
No mês de Março assinalam-se datas muito importantes. Comemoramos o Dia Mundial da Árvore, da Água e da Poesia. Com o objectivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida na Terra, em 1971 foi estabelecida a Festa da Árvore que rapidamente se expandiu a quase todos os países do mundo e, em Portugal, comemorou-se pala primeira vez em 9 de Março de 1913. É importante saber cuidar do ambiente e aproveitar tudo o que de bom nos dá, para uma melhor qualidade de vida. A água é um bem precioso e essencial a todas as formas de vida. Raras vezes nos apercebemos do quanto somos felizes por ter esse recurso natural tão importante ao nosso dispor e que afecta a nossa vida de forma tão positiva. É dever de todos nós ter pela água e pelas árvores grande respeito. Que seria de todos nós sem os rios e as árvores? Sem qualidade ambiental não existe qualidade de vida. Em Fornelos, em tempos de outrora, existiam mais áreas arborizadas. Para quando vamos ter Rielho requalificada? Resta-nos aquele espaço verde, mal aproveitado, e pouco mais.



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

 O rebuliço das ondas
quando olho para o mar
faz-me esquecer de tudo
de tudo me faz lembrar



Gosto de ouvir música
de dançar e viajar
cantar e rezar em grupo
ver filme que faz pensar

Ver o pôr-do-sol
ler deitada no sofá
de ir a feiras e lojas
e ver o que há por lá

Depois duma arrumação
uma boa refeição
no final jogar às cartas
numa noite de Verão

Tambem das caminhadas
dos campos sentir os cheiros
a palha e terra molhada
depois de um aguaceiro

Nas noites frias de inverno
ouvir a chuva cair
no aconchego do lar
como sabe bem dormir

É  bom sentir alegria
por ter ajudado alguem  
 
no Universo de Deus
mesmo sem olhar a quem

Filomena Magalhães

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012


Entrudo 2012
O Povo de Fornelos é alegre e bastante receptivo, gosta de participar e de promover vários eventos religiosos, culturais e recreativos que durante o ano fazem parte da vida social da freguesia. O Carnaval sempre foi vivido entre nós com grande entusiasmo e alegria e os fornelenses já organizaram carnavais com grande destaque a nível concelhio. Este ano, nos dias que antecederam a terça-feira gorda, as crianças e professores da EB1 e do ACR de Fornelos divertiram-se desfilando pelas ruas e caminhos da freguesia. Na terça- feira, pelas 21 horas,  de-se início ao cortejo das proximidades da Igreja até ao forte café onde se realizou o concurso de Pais das Orelheiras, com prémio para o melhor boneco e melhor boneco original. No final da festa com muitos ai que lá vai, ai que lá vai, despedimo-nos de mais um Entrudo. Assim se brincou ao carnaval em Fornelos e ninguém levou a mal.

sábado, 4 de fevereiro de 2012



 Jovens Sempre em Festa
Com o objectivo de animar a vida na comunidade, cerca de trinta jovens formaram, à sete anos atrás, o Grupo Coral Juvenil de Fornelos. Reunindo-se com uma periodicidade semanal, organizam actividades de índole cultural e de convívio ao longo de todo o ano, sendo de destacar a festa de carnaval e a das colheitas. Semanalmente, o Grupo de Jovens presta também um serviço de grande relevância à paróquia, animando e dando vida nos diversos actos litúrgicos de Canto Coral, Leitores e Acólitos na Missa vespertina de Sábado . Este Grupo assinala no dia 4 de Fevereiro a data do seu 7º aniversário com uma Missa solene, seguida de um convívio onde será oferecido um lanche para o qual estão convidados todos os fornelenses que com eles desejem confraternizar.